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Considerado como o menor cão do mundo, o Chihuahua desfruta, justamente
por isso, de uma Incontestável notoriedade, mas assim como acontece com outras raças, suas origens são muito discutidas. 
 Segundo a hipótese que tem mais adeptos, ele descende do Techichi, um cão
criado pelos Toltecas, povo que procedeu os Astecas no centro do México e cuja civilização alcançou o apogeu no século X.
 O Techichi era um cão de tamanho pequeno, embora vigoroso, de forte ossatura, pelo longo e segundo parece, curiosamente mudo.
 A presença do Techichi no templo dos Toltecas está demonstrada por gravuras
em pedras como as que podem ser vistas no mosteiro franciscano de Huejotzingo, situado entre o México e Puebla.
 Este mosteiro foi construído por volta de 1500, com materiais procedentes das pirâmides Toltecas de Cholula,em várias pedras encontram-se gravuras que representam cabeças e corpos inteiros de cão apresentando evidentes semelhanças com o Chihuahua. 
 Esses cães tinham uma notável semelhança com cães que os camponeses mexicanos vendiam aos turistas americanos e como Casas Grandes se encontra no Estado de Chihuahua, deduziu-se que ali era o berço desses diminutos animais e deram-lhe o nome do Estado. Assim nasceu o Chihuahua. 
 Os Astecas, que conhecemos melhor, sucederam os Toltecas durante o século XIV. Embora tivessem poucos animais domésticos, parece que o cão estava bastante difundido por razões práticas e principalmente religiosas.
 As castas dirigentes dos Astecas tinham uma especial predileção pela espécie canina, cercada de simbolismo religioso. O cão era considerado como condutor de almas, cuja função consistia em leva-las através das trevas até sua última morada.
 Sem a ajuda do cão, a alma dos Astecas estava condenada a vagar errante eternamente, sentiam, portanto, um grande apreço por esses animais tão valiosos.
 Muitas religiões fizeram do cão - quer se trate de Anúbis, entre os egípcios,
de Cérbero, entre os gregos, de T’ien K’uan, entre os chineses, do terrível Garm, dos Germanos, ou do Xolotl, dos Astecas, o melhor acompanhante do homem na
vida e o guia de sua alma após a morte. Este cão tem traços característicos que o tornam um caso único como membro da espécie canina, o mais evidente é o seu tamanho diminuto há exemplares de 0,9 kg e alguns de 3,5 kg, mas o peso médio
é de 1,3 kg a 1,8 kg, o que dá a ele o aspecto de ser muito pequeno. São divertidos e muito observadores, travessos e brincalhões, os filhotes Chihuahuas adoram ficar nos cantos mais insólitos, se for permitido que corram livremente, tornam-se cães vigorosos, de caráter equilibrado. 
 Apesar do tamanho reduzido, eles são espertos e vivos, muito inteligentes, de movimentos rápidos, são valentes e até mesmo com cães maiores, cão de
companhia por excelência, são muito ligados ao dono, mas não toleram os desconhecidos, o que os torna cães de alarme se necessária e dão sinal ao menor ruído estranho. 
 A cabeça dá ao Chihuahua um aspecto pouco comum, deve ser redonda como uma
maçã, com bochechas finas e um stop acentuado, o que o distingue de outros cães e a fontanela parietal que existe mesmo nos exemplares mais velhos, o focinho
deve ser curto e um pouco pontiagudo e as cores, são aceitas todas as
combinações possíveis, os maxilares devem ser delgados e providos de dentes finos, admitindo um ligeiro prognatismo, mas os dentes nunca devem ser visíveis.

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